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Alice no País das Maravilhas

abril 30, 2010

A nova aventura cinematográfica do trio mais bam-bam-bam do cinema (Tim Burton, Johnny Depp e Helena Bonham-Carter, aka A Mulher Mais Assustadora do Mundo) tinha tudo pra ser excelente: um texto extremamente popular, história non-sense e pessoas competentes na adaptação. Mas assim como a nova versão de Planeta dos Macacos e, em menor grau, a de A Fantástica Fábrica de Chocolates, a mistura final não deu liga.

A história é, na verdade, uma continuação do livro. Alice, com quase 20 anos vai ser pedida em casamento e foge ao ver um coelho de jaqueta. Acaba caindo de novo em Wonderland (Underland no filme), onde terá que ajudar a Rainha Branca a retomar o trono, depois que a Rainha Vermelha (que no filme é uma mistura desta com a Rainha de Copas) o tomou com a ajuda do Valete de Copas.

Não que o filme seja ruim. É apenas… nhé. Você não se sente envolvido em momento nenhum, não torce para a Alice se dar bem… aliás, nunca parece que ela está correndo algum perigo, nem mesmo na luta final contra o Jabberwocky (nada emocionante, por sinal).

O 3D também não ajudou em nada. Várias vezes parecia que apenas os personagens em primeiro plano estavam tridimensionais, enquanto o fundo ficava chapado. Outras horas os personagens pareciam estar em planos diferentes, apesar de estarem conversando frente a frente. E ai, que constrangedor a dancinha em CG que o Chapeleiro (Johnny Depp) faz.

Os personagens vão e vem e vão ao sabor do vento, sem muito quê nem porquê. Ao cão, por exemplo, que estava preso no início do filme, é prometido a liberdade dele e de sua família se ele pegar a Alice. Porém, ao encontrá-la, muda subitamente de ideia porque tem raiva da rainha Vermelha – e depois disso passa a rodar livremente pelos reinos, indo até a Rainha Branca e voltando sem problemas…

Os únicos personagens que realmente roubam a cena no filme são as duas Rainhas. A Vermelha (Helena Bonham-Carter) por seu visual caricato e suas extravagâncias (mesmo repetidas à exaustão, o “Cortem-lhes as cabeças!” é sempre legal de ouvir). A Branca (Anne Hathaway) pelo seu andar. Sério, TODAS as vezes que ela caminhava eu ria. TODAS.

Mas no final, não, isso não salva o filme. Dou 6,5.

Agora espero uma adaptação de Aliche no País das Más Ervilhas.

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One comment

  1. Você teve uma opiniao muito superficial, nao conseguiu ver por de tras dos acontecimentos, muitas das citações de lewis carrol que vao além de uma historia infantil, e tornan-se verdadeiras metáforas.
    e a helena bonham carter é muito bonita por sinal, tem personalidade e talento, coisa que a maioria dos “astros” de hollywood não têm.
    Acho engraçado quando as pessoas julgam helena só por ser excentrica. pelo menos ela nao se deixa levar por coisas fúteis inventadas pela sociedade, que se nao forem cumpridas por alguém, este alguém acaba sendo rotulado de louco, ou enfim…. só porque tem um outro jeito de ver as coisas.



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