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Watchmen

março 8, 2009

watchmen

Infilmável. Esse era o adjetivo mais utilizado quando falava-se em adaptações de Watchmen, obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons. E, pra falar a verdade, filmar toda a obra como a original é realmente impossível. O texto tem detalhes demais, sutilezas demais para caber em duas (ou três) horas de filme.

A boa notícia, porém, é que Zack Snyder, o “visionário” (‘té parece) diretor de 300, conseguiu transpor para a tela todo o clima de Watchmen, criando um excelente filme, que vale toda a expectativa criada em cima dele. Ele contém basicamente o centro da narrativa da HQ: em 1985, numa época em que o vigilantismo é proibido e com Nixon em seu quinto mandato consecutivo, o Comediante é morto e Rorschach passa a investigar sua morte, ao mesmo tempo em que o Relógio do Juízo Final avança para a meia-noite, significando a destruição da humanidade por uma guerra nuclear. Falar mais do que isso pode estragar a surpresa de quem não conhece a HQ (e quem conhece, já sabe do que se trata, hehehe. Porém, vale lembrar que o final do filme é diferente dos quadrinhos. Funciona extremamente bem, apesar de tudo.).

Os créditos iniciais foram perfeitos. Ao som de The Times They Are A-Changing, do Bob Dylan, conta-se a história do mundo e dos heróis desde 1940, com a criação dos Minute Men até os anos 1980, passando pela criação dos Watchmen, a proibição do vigilantismo e a iminente guerra entre os EUA e a URSS. Infelizmente a trilha não segue esse casamento perfeito do início. A utilização de 99 Luftballons (apesar de ser uma ótima música) durante o encontro do Coruja com a Espectral em suas identidades civis me fez pensar em Férias Frustradas (especialmente pelo fato de que o Coruja está IGUAL ao Chevy Chase) e usar The Sound of Silence na cena do funeral também não ficou legal. A Cavalgada das Valquírias então, ficou horrível (apesar de nos fazer lembrar de Apocalypse Now)…

Fora esse pequeno detalhe (que nem é tão grande assim, já que as músicas em si são excelentes), pode-se dizer que Watchmen é a melhor adaptação de quadrinhos, ainda mais por fazer jus ao material original. Ah, e vale dizer que ainda serão lançados DVDs de Os Conto do Cargueiro Negro (o quadrinho dentro do quadrinho), Sob o Capuz (documentário escrito pelo primeiro Coruja) e do próprio filme, que terá uma hora a mais de duração, devendo mostrar coisas que ficaram de fora da versão do cinema, como a interação entre os habitantes de New York (senti falta do garoto e do dono da banca de jornal…)!

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